segunda-feira, fevereiro 23, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Mais um dia para descansar! Fantástico! Levantei-me cedo com vontade de fazer algo diferente. Pensei em pegar um ônibus e ir até o centro velho, de onde voltaria correndo. Consultei algumas possíveis rotas no
Google Maps e elegi uma que sobe a Brigadeiro, cruza a Paulista, contorna o Ibirapuera pela República do Libado e segue em direção à Av. Santo Amaro, João Dias, etc. Seriam 20 quilômetros de desafio, superação e prazer.
Embora a vontade fosse grande, o bom senso me recomendava mais moderação. As duas panturrilhas estavam doloridas e o sol, aproveitando-se do carnaval, desfilava fagueiro pelo céu, fazendo questão de mostrar a cara. Prevaleceu o bom senso e resolvi ir correr no Ibirapuera, onde há sombra em abundância.
O Ibirapuera estava cheio. Parecia domingo. Senti-me feliz por estar ali para fazer algo que gosto – correr. Estacionei próximo a um termômetro que registrava 31ºC. Mas isso não me incomodava, pois a famosa "volta da cerca" é repleta de sombra. E já que estava com disposição, fiquei imaginando se seria hoje o dia em que superaria a marca dos 10 Km, mais distância percorrida por mim em 2009.
Comecei a correr com facilidade e segurando o ritmo. No começo é sempre assim. Sobra disposição e parece que vai ser fácil. Com o passar do tempo, porém, o ímpeto diminui e o ritmo tende a cair. Ao completar a primeira volta (6 Km) fiz uma rápida avaliação e percebi que não estava com disposição para correr mais que 10 km. Decidi, então, que tentaria aumentar o ritmo nos quilômetros finais para suar um pouco mais a camisa. Tomei a direção da pista de cascalho (1.250 metros) e aproveitei-me do percurso plano e sob a copa das árvores para aumentar a velocidade. Ao completar 10 Km, parei.
Graças ao alongamento cuidadoso e demorado que fiz em casa, as panturrilhas não reclamaram. Voltei para o carro e observei que o termômetro de rua assinalava 32ºC. O dia continuava lindo e o Ibirapuera cheio de vida... Hora de voltar para casa.
Resumo do treino:
domingo, fevereiro 22, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges
Domingo de carnaval. Ontem, fiquei acordado até as 2:00h da madrugada assistindo ao seriado LOST. Acordei hoje com o corpo mole e indisposto. Levantei-me depois das 8:00h. Pensei em correr e desisti. Só no final do dia, lá pelas 17:30h e quase morto de tédio, é que consegui reunir forças para calçar o tênis e sair para um trote leve.
O estômago estava muito cheio e a panturrilha direita um pouco sensível. Não seria fácil. Comecei a correr sem ânimo e decidi não permanecer no bairro, para evitar a tentação de desistir na primeira volta. Assim, aos poucos, fui me distanciando de casa, em direção ao parte Burle Marx, para a já tradicional volta de 10 km.
Lá pelo quinto quilômetro o estômago começou a reclamar. Comi carne no almoço e o boi ainda estava vivo em meu estômago, mugindo com intensidade cada vez maior. Dois quilômetros adiante, comecei a sentir calor. Estamos no verão e os termômetros de rua registravam 28 graus. Senti vontade de parar. Como estava a apenas três quilômetros de casa, decidi segurar o ritmo e completar os 10 km.
Terminei bastante suado, um pouco cansado e menos entediado.
Resumo do treino:
sábado, fevereiro 21, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges
Dan Ariely [1] é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e "um dos novos expoentes de um ramo relativamente novo dos estudos da economia, conhecido como
economia comportamental. Ele é autor do livro '
Previsivelmente Irracional'" [2], o qual li recentemente.
Esse livro é muito interessante e desmistifica a crença comum em nossos dias de que somos seres guiados, acima de tudo, pela razão. Embora nos orgulhemos de pertencer a um reino mais elevado do que o das moscas, galinhas, sapos e lagartos (ditos "seres irracionais"), com muita freqüência nos abdicamos da razão ao fazermos escolhas. Nossas ações e motivos não são tão lógicos, fundamentados, justificáveis e racionais quanto supomos. Para chegar a essas conclusões, Dan Ariely conduziu várias experiências interessantes, divertidas e surpreendentes que demonstram que
"nossa capacidade de raciocínio tem defeitos provocados por forças invisíveis – emoções, relatividade, expectativas, apego, normas sociais – que nos induzem a fazer escolhas previsivelmente irracionais." [3]
O autor é didático, a leitura é leve, agradável e nos auxilia na formação de uma visão mais clara a respeito de nós mesmos.
Recomendo a leitura!
Referências:
domingo, fevereiro 15, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Continuo treinando muito pouco. O atual ritmo de vida me priva de tempo. Saio muito cedo; chego muito tarde. Na última semana, por exemplo, foram apenas dois treinos (domingo e quinta). Na semana que começou hoje, dificilmente será diferente.
Hoje, levantei-me disposto a correr. Troquei de roupa, alonguei-me e fiquei aguardando pela mudança de humor de São Pedro. Chovia sem parar. Depois de duas horas de espera, a chuva se transformou em leve garoa. Era a oportunidade que eu esperava. Saí às pressas para correr!
Minha meta era superar a barreira dos 10 km, maior distância percorrida por mim nos últimos três meses. Planejava correr a uns 5:45 minutos/Km (aproximadamente 10,5 Km/h) e rodar algo entre 12 e 15 Km, mas as condições climáticas não me ajudaram. A temperatura amena, a garoa quase intermitente e a brisa tépida me convidavam a manter um ritmo mais forte. Não resisti à tentação. Resultado: ao completar 10 Km de corrida, o gás acabou. Tive que parar.
Resumo do treino:
domingo, fevereiro 08, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges
Desde que mudei de emprego não estou conseguindo treinar com regularidade. Saio de casa muito cedo e retorno bem tarde. Ando quase sem tempo para quase tudo que me apraz, inclusive correr. Minha quilometragem semanal despencou e meu condicionamento não é mais o mesmo. Dificilmente participarei de uma maratona este ano.
Hoje fui, com minha esposa, ao Ibirapuera, na esperança de correr 12 Km (duas voltas da cerca) e ciente de que, se conseguisse rodar 10 km teria muito o que comemorar. Como tenho um problema crônico na musculatura das panturrilhas, planejei rodar lentamente no início e ir aumento o ritmo aos poucos, com o passar do tempo. Esse plano foi abandonado logo nos primeiros segundos de corrida.
Eu havia acabado de conferir os batimentos cardíacos, ligar o sensor de velocidade, disparar o cronômetro e dar os primeiros passos quando fui ultrapassado por um corredor suado. Não resisti à tentação de acompanhá-lo. Constatei que ele rodava a uns 5:20 minutos/km (algo em torno de 11,25 Km/h), um ritmo que eu sustento com tranqülidade quando estou treinado. Não sei se ele percebeu meu intento, sei que aumentou o ritmo e não me restou alternativa a não ser aumentar também e marcá-o de perto, uns cinco metros atrás. Estava ficando divertido. Pouco antes do 3º quilômetro, porém, meu "guia" deu uma guinada rápida e começou a trotar em sentido oposto, uma pena para mim, que estava adorando o treino. O jeito foi prosseguir sozinho e tentar manter o ritmo.
A "volta da cerca" no Ibirapuera é um dos poucos locais em São Paulo em que ainda é possível correr sobre terra batida. Há sempre um bom número de corredores (homens e mulheres) e sem aquela muvuca típica das alamedas asfaltadas do parque. Essa trilha mede seis quilômetros e é toda demarcada de cem em cem metros.
Ao completar os primeiros seis quilômetros, percebi que estava bastante cansado, mas continuava determinado a completar pelo menos 10 quilômetros, o que consegui em 0:51:39h.
Resumo do treino:
Referências:
1. Foto - Parque do Ibirapuera, em São Paulo
segunda-feira, fevereiro 02, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

A história da Palestina está recheada de conflitos. O poema abaixo, extraído do livro "Poesia Palestina de Combate" foi recitada por um jovem poeta anônimo pouco antes de morrer enforcado, numa manhã de 1936:
Ó noite
Deixa que o prisioneiro termine os seus lamentos.
Não creias que é o medo
Que provoca as lágrimas.
Se choro é por minha pátria
E pelas crianças que deixarei em casa.
Quem lhes dará pão depois de mim
Se, antes de mim, meus dois irmãos
Foram também
Enforcados...
domingo, janeiro 25, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Em sua
Autobiografia, Darwin assim se expressa quanto a essa questão:
"Outra fonte de convicção quanto à existência de Deus, ligada com a razão e não com os sentimentos, influencia-me como tendo muito mais peso. É uma questão da extrema dificuldade, ou melhor, impossibilidade, de conceber este imenso e maravilhoso universo, incluindo o homem com a sua capacidade de olhar para o passado distante e para o futuro longínquo, como sendo o resultado do acaso cego ou da necessidade. Quando começo a refletir assim, sinto-me obrigado a recorrer a uma Causa Inicial que possua uma mente inteligente, até certo ponto análoga à mente do homem; e mereço ser chamado Teísta.
"Esta conclusão estava fortemente implantada na minha mente, tanto quanto me posso recordar, pela altura em que escrevi 'A Origem das Espécies'; e foi depois disso que se tornou gradualmente mais fraca, com muitas flutuações.

"Mas então surge a dúvida - será que a mente do homem, que se desenvolveu, como creio sem reservas, a partir de uma mente tão primitiva como aquela que o animal mais primitivo possui, é de confiança relativamente à sua capacidade de inferir conclusões tão grandiosas? Será que não são simplesmente o resultado da ligação entre causa e efeito que nos impressiona como sendo necessária, mas provavelmente depende apenas da experiência herdada? Nem devemos deixar de considerar a probabilidade de que a constante inculcação da crença em Deus na mente das crianças possa produzir um efeito tão intenso, e talvez herdável, nos seus cérebros ainda não completamente desenvolvidos, que depois é tão difícil para elas abandonarem a sua crença como é para um macaco abandonar o seu medo intenso e instintivo de cobras. Não posso pretender lançar luz dobre problemas tão abstrusas. O mistério do início de todas as coisas é insolúvel para nós; e por isso contento-me em permanecer Agnóstico."
Referências: