sábado, outubro 24, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Sei lá...
Às vezes me parece que sim; outras vezes tento crer que não.
Sei que Toquinho e Vinícius transformaram essa pergunta em poesia... e que poesia!
Poesia que vem se tornando popular ao ser cantada todas as noites por Chico e Miúcha na abertura de uma das novelas da Globo.
Título: Sei lá... a vida tem sempre razão
Autores: Toquinho / Vinicius de MoraesTem dias que eu fico pensando na vidaE sinceramente não vejo saída.Como é, por exemplo, que dá pra entender:A gente mal nasce, começa a morrer.Depois da chegada vem sempre a partida,Porque não há nada sem separação.Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.clique
aqui, caso queira conhecer toda a letra.
sábado, outubro 24, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Acabei de adicionar em meu blog um componente
(widget) muito interessante chamado
LinkWithin.
Após instalado, esse componente estabelece ligações (
links) entre a postagem atual e outros publicadas anteriormente, exibindo o título e a primeira imagem encontrada nas postagens antigas. Ainda não sei qual é o critério que ele usa para estabelecer essa ligação... Mesmo assim, resolvi experimentar! Dê uma olhada aí embaixo e veja o
LinkWithin ação sob o título "Poderá gostar também de:".
Dizem por aí que essa é uma boa estratégia para aumentar a audiência do blog. Será?
A instalação é simples:
1. Acesse o site
http://www.linkwithin.com. Será exibida uma página semelhante à figura que coloquei no topo desta postagem.
2. Preencha o formulário da seguinte maneira:
E-Mail: Informe seu endereço de e-mail.
Blog Link: Informe o endereço de seu blog.
Plataform: Selecione a plataforma em que seu blog está hospedado.
Width: Selecione o número de ligações a ser estabelecida (entre 3 e 5).
OBS: Marque a caixa "My blog has light text on a dark background" caso seu blog use letras claras sobre um fundo escuro.Nova postagem3. Clique no botão "Get Widget", siga as instruções e boa sorte!
quarta-feira, outubro 21, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Quando digo "meu Deus",
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.
Quando digo "meu Deus",
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.
Quando digo "meu Deus",
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.
Quando digo "meu Deus",
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.
Autor: Carlos Drummond Andrade
domingo, outubro 18, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges
O poeta Caetano Veloso inspirou-se na realidade da maior e mais rica cidade do Brasil para compor uma de suas inesquecíveis canções – Sampa – na qual faz menção à "força da grana que ergue e destrói coisas belas". A expressão "força da grana" aqui pode ser entendida como sinônimo de "poder"! Poder que cria o belo e concebe o feio; produz fartura e provoca escassez; constrói palácios e dá forma às favelas; favorece a vida e ocasiona a morte... São Paulo parece ser, de fato, assim. Uma cidade na qual a "força da grana" trouxe consigo o contraste, tornando-a, ao mesmo tempo, imponente e modesta, rica e pobre, luxo e lixo, apressada e vagarosa, acolhedora e inóspita, bonita e feia.
Mas não é meu objetivo aqui falar sobre a cidade de São Paulo, e sim pegar carona na frase de Caetano que sintetiza com precisão e beleza o que me parece acontecer em todo lugar em que há concentração humana, não importando o tamanho desse aglomerado de gente. Observem que o poder, ou a "força da grana", como prefere dizer o poeta, engendra uma realidade assimétrica, na qual o oposto se faz presente e necessário. O progresso traz consigo o retrocesso, e a prosperidade de uns impõe a decadência a outros.
A desigualdade social encontra equilíbrio na posse do poder. De um lado, poucos que podem muito; do outro, muitos que podem pouco. Nada a ver com a república de Aristóteles na qual a autoridade e o poder emanam do povo, em beneficio do qual deveriam ser exercidos. Nada disso. Quando ouço algo parecido, penso que seja pura retórica política ou utopia visionária. O poder sempre foi exercido por quem o detém em benefício próprio. Quanto mais poder se tem, mais poder se quer. Foi assim na antiga Suméria, no Egito dos Faraós, nas monarquias teocráticas de Davi e Salomão, na ditadura romana dos Césares, no feudalismo europeu, na Revolução Francesa, na Alemanha de Hittler e no Brasil do PT e do ex-operário e "homem do povo", Lula.
Não era sobre isso que queria escrever. Infelizmente padeço do mal da dispersão e acabo divagando e perdendo o foco. Fiz mau uso uso da poesia de Caetano... Paciência. Como estou decidido a atualizar o blog hoje, vai esse texto mesmo. Em outra ocasião tentarei desenvolver a idéia original.
E para salvar o texto, resolvi resgatar uma música que ouvia quando criança, de autoria de Dom e Ravel, que trata desse jogo de poder nas relações sociais. Poder esse que frequentemente faz de nós, seres conscientes e inteligentes, mais cruéis que os animais que costumamos rotular de irracionais. O nome da canção não poderia ser outro: "Animais Irracionais".
Às vezes eu olho pra terra sem compreender
A luta dos seres humanos pra sobreviver.
O grande açoitando o pequeno,
Terceiros mandando apartar,
Mas na maioria das vezes o grande não quer parar.
Tem vezes que o desesperado se põe a pensar (a pensar)
Por que deve aos pés de um dos grandes se ajoelha?
Eu passo por muitas igrejas pedindo respostas de Deus
Pra ele calado no espaço ouvir os lamentos meus.
(refrão)
Animais (animais) nós os homens somos todos meio
Animais irracionais
Levantamos, guerreamos e deitamos e rezamos antes
A vida é um sonho e nada mais. Oh! cantem atrás.
quinta-feira, outubro 01, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

O tempo voou e setembro chegou ao fim. O inverno cedeu lugar à primavera e, na esteira das mudanças, passei a trabalhar mais perto (ou menos longe) de casa. Graças a essa mudança tornou-se viável o retorno sistemático às corridas.
Em setembro comecei a aumentar lentamente o volume e consegui correr 81 quilômetros. Pouco? Sim, mas bem acima na quilometragem média dos últimos meses. Semanalmente tenho feito um treino noturno no Ibirapuera, que começa entre 19:00h e 20:00h. Nesse horário o parque ainda está cheio de vida e não se corre sozinho. Estou gostando!
Hoje recebi um e-mail de divulgação da "6ª Corrida Santos Dumont". Já participei desse evento duas ou três vezes. Dei uma olhada no preço da inscrição e fiquei desanimado: R$ 50,00. Lembro-me que pagava algo em torno de R$ 25,00 ou R$ 30,00 anos atrás...
domingo, agosto 30, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Mais um mês correndo apenas nos finais de semana. A quilometragem continua baixa, não indo além dos 60 Km neste mês.
Fiz questão de usar a cor verde no gráfico acima para indicar que estou com esperanças de que o cenário mude nos próximos meses e eu volte a treinar também durante a semana. Vamos aguardar...
sexta-feira, agosto 21, 2009 |
Autor: Ebenézer Teles Borges

Hoje o parque do Ibirapuera está completando 55 anos de existência. Seu nome deriva do tupi "ypi-ra-ouêra" que quer dizer literalmente "o que já foi madeira", ou, como preferem alguns, "madeira apodrecida". A região, que já foi um pântano, é hoje um oásis de verde vivo circundado por concreto e asfalto.
Adoro o Ibirapuera! Sempre que posso apareço por lá para um trote. O lugar é bonito e acolhedor, sempre cheio de gente disposta, animada e alegre. E essa alegria as deixa mais belas!
Estive lá pela última vez no domingo passado (16/08/2009) e aproveitei para correr margeando internamente o parque, num percurso conhecido como a "volta da cerca". Dos lugares que conheço, esse é o que considero melhor para se correr aqui na cidade de São Paulo. A maior parte do percurso é de terra batida, sob árvores, às vezes margeand

o o lago. E você não corre só. Sempre há mais alguém por ali, o que torna o prazer de correr mais completo. No último domingo fiz um treino muito bom. Foram 10 Km em 0:49:07h.
Hoje, aniversário do parque, não me foi possível ir até lá... Mas, à distância, o parabenizo por ser o que é: uma ilha verde, maravilhosa e acolhedora, capaz de despertar em quem o visita a agradável sensação de não estar na maior metrópole da América do Sul.