quinta-feira, dezembro 31, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges

Quase 21:00h. Para alguns, já é ano novo. Para a maioria dos brasileiros, ainda não. Faltam poucas horas. A contagem regressiva prossegue.

Participei da São Silvestre. Muita gente e largada tumultuada. Fora isso, a festa de sempre. As dores na panturrilha, que voltaram a me atormentar há uns quinze dias, forçaram-me a interromper a corrida em alguns momentos, comprometendo o resultado. Conclui na casa de 1:28:00h. Valeu assim mesmo.

Feliz ano novo para todos!
quinta-feira, dezembro 31, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges
O ano está por um fio... Mais um instante e 2009 será história! E antes que ele se vá, quero deixar registradas aqui minhas impressões sobre esses últimos instantes, que, presto, se evaporam.

2009 passou tão depressa que não há muito o que falar sobre ele. Em linhas gerais, não foi muito diferente de anos anteriores. Fiz o que sempre fiz. Segui o script, o roteiro, a rotina.

Ao longo deste ano, senti-me incomodado com a sensação de que o tempo estava avançando depressa demais. E o que antes era apenas um incômodo, agora me parece plena certeza: 2009 voou! Passou tão depressa que quase não o vi: dias curtos, noites breves, semanas efêmeras, meses fugazes... O ano começou ontem e despertei hoje cedo às vésperas do ano novo! Não consigo entender e reluto em aceitar. Dá é vontade de gritar a plenos pulmões: "Freiem o tempo! Desliguem o relógio! Parem o Mundo que eu quero viver!"

Logo mais, à tarde, irei participar da São Silvestre. Dar-me-ei este último presente. Será um momento de vida intensa e suor em profusão. Quem quiser me ver, ligue a TV por volta das 17:00h e procure por alguém de tênis, short e camiseta. Sou eu!!! E quanto terminar, se não me faltar disposição, escreverei um resumo da prova e postarei aqui...

O bom é que chego ao final do ano em paz, com saúde e cheio de esperança quanto ao ano novo que se avizinha. Isso mesmo, estou esperançoso - muito esperançoso. Mas não me perguntem por quê...
domingo, dezembro 13, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Novembro se foi e dezembro já se aproxima da metade. O ano corre ladeira à baixo rumo ao desfecho final em ritmo surpreendente. Enquanto isso, continuo capengando, quase sem conseguir correr. Em novembro foram apenas 89 Km.

Não sei o que se passa comigo. Primeiro me faltava tempo; agora, acima de tudo, falta-me vontade, disposição para calçar o tênis e por as pernas em movimento. E quando supero e desânimo e me ponho a correr, não tenho ido além de seis ou sete quilômetros...

Dezembro já está na metade e, até aqui, míseros 23 Km de treino, já somados os 10 Km de hoje, sob chuva intensa e constante.

Mas o ano ainda não acabou, nem a esperança de voltar a correr maiores distâncias, com mais regularidade e maior disposição!
sábado, novembro 21, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Hoje este blog está completando dois anos de existência. Parece poucos, mas pode ser considerado um bom tempo de vida aqui, na blogosfera, onde mudanças, construções e desconstruções ocorrem o tempo todo.

Nesses 730 dias, não escrevi muito, mas consegui manter a razoável média de um artigo por semana. E, para a minha surpresa, venho recebendo em torno de cinqüenta visitas por dia! Dá para acreditar? Não sei se devo confiar nesse número... Será que nele já estão incluídas as quarenta e nove visitas que faço diariamente ao meu blog? (rs)

Para marcar esta data, resolvi "folhear" as páginas deste blog com o objetivo de resgatar dez artigos (e frases) que fazem parte da história dele. Segue a lista:

  1. O homem no Universo: "Nosso pequeno planeta não parece merecedor da importância que atribuíamos a ele e nós, pobres mortais, somos como se não fôssemos..." (30/11/2007)

  2. Reflexão sobre Cidadania: "Mas, afinal, o que 'cidadania' significa hoje? Aos meus ouvidos parece soar, acima de tudo, como 'direito a não exclusão'..." (02/12/2007)

  3. Meu Deus! 2007 Acabou! "... Esperança: certeza sempre incerta de que o amanhã nos dará o que o hoje nos negou..." (29/12/2009)

  4. Desejos... "O desejo sempre nos fala de uma ausência..." (26/02/2008)

  5. Páscoa... "...para muitos, [Jesus] é o Deus que se fez homem para dar sentido à vida dos homens e, para outros, o homem a quem fizemos Deus, para, de igual modo, dar sentido à nossa própria existência" (22/03/2008)

  6. Canção Mínima: Essa poesia de Cecília Meireles é demais! "No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta..." (28/03/2008)

  7. Confissões confusas... : "Quando enuncio a palavra "amor", por exemplo, espero despertar em você o mesmo sentimento de afeição, ternura e profunda ligação para com o objeto amado que sinto em mim ao ouvi-la" (27/06/2008)

  8. Interpretação de textos antigos: "...a construção de sentido está diretamente relacionada ao agente, isto é, àquele que lê e interpreta. Na minha opinião, essa diversidade interpretativa deve ser encarada como algo normal, natural, comum e previsível" (18/03/2009)

  9. Hoje o tempo voa...: Mais um pouco de Cecília Meireles! "Em que espelho ficou perdida a minha face?" (15/04/2009)

  10. Parabéns para Mim! "... tenho muitos motivos para comemorar!" (16/07/2009)

É isso aí! Que venham mais textos!
quarta-feira, novembro 11, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Há tempos que nós, humanos, deixamos de ouvir a voz do corpo. Quando a noite cai, acendemos milhões de lâmpadas que nos dão a ilusão de que o dia prossegue. Dormimos cada vez menos; bocejamos cada vez mais.

Mas ontem foi diferente. Sabe-se lá por que, boa parte do país se viu às escuras em plena noite. Pois é, quem imaginaria que escuridão à noite pudesse vir a ser novidade!?

Antigamente, a noite era escura e ninguém estranhava, mas os tempos mudaram. O homem resolveu dar uma de deus e disse: "haja luz" e a luz passou a brilhar nos centros urbanos. Metrópoles, tais quais São Paulo, passaram a "funcionar" ininterruptamente. Hoje, somos totalmente dependentes dessa luz artificial. Não somente dela, mas, acima de tudo, do que ela representa: energia! Energia que move o mundo moderno e o faz "funcionar".

Ontem me dei conta de que, sem energia, eu também não funciono. Sem ela não sou ninguém, não sou nada... Devo me suicidar?

Fiquei perdido, confuso, sem saber o que fazer, sem ter o que fazer! Sem televisão, sem geladeira, sem computador, sem internet, sem rumo, "sem eira nem beira", sem celular para ligar para a farmácia e pedir um Prozac...

Deus do céu, o que está acontecendo? Fim do mundo? Juízo final? Invasão marciana? Terrorismo? Comecei a "pirar". Prozac não, preciso de luz, de energia ou de Gardenal...

O tempo pisou no freio. Minutos pareciam horas e, depois de uns dois ou três, já estava pra lá de entediado... Melhor ir dormir, antes que me sobrevenha uma crise existencial! (rs)

Foi o que fiz. Deitei, fechei os olhos e ignorei a escuridão!
segunda-feira, novembro 02, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Mais um mês chega ao fim. Pela primeira vez no ano, consegui romper a barreira dos 100 Km mensais. Ainda estou rodando pouco, mas melhorei em relação ao volume de treino dos últimos meses.

Outra novidade é que, finalmente, voltei a participar de um evento. Corri os 10 Km SESC – Bertioga ontem, 1º de Novembro. A corrida teve largada às 9:30 da manhã sob sol fortíssimo. Não foi fácil! Meu desempenho foi pífio e pensei em desistir algumas vezes. Por fim, reduzi o ritmo (que já era lento) e consegui completar o percurso em 0:53:59h, meu pior tempo em uma prova de 10 Km.
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domingo, outubro 25, 2009 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Tive a oportunidade de ler, no início do ano, o livro "Previsivelmente Irracional" de Dan Ariely, sobre o qual registrei minhas impressões aqui neste blog. Resolvi voltar a ele outra vez para abordar o problema da corrupção no Brasil.

É importante frisar que corrupção existe em toda parte, e não apenas em nossa pátria amada. Há até mesmo um ranking mundial no qual figuram 180 países. Em 2008, nossa terra querida apareceu em 80º lugar, com nota 3,5 (numa escada que vai de zero a dez, na qual, quanto menor a nota, maior a corrupção).

No Brasil, a corrupção praticada pelos que detêm o poder como políticos, empresários, policiais e juízes, tende a receber maior divulgação. Com efeito, essa divulgação é importante, bem-vinda e precisa continuar ocorrendo, mas contentar-se com ela é deixar do lado de fora do debate um importante protagonista. Os diversos experimentos de Dan Ariely, abordados em seu fantástico livro, produziram evidências que apontam para outro vilão (quase) acima de qualquer suspeita: o cidadão comum!

Faz sentido essa suspeita? Eu, que faço parte dessa massa de gente comum, prefiro me ver como um bom cidadão, afinal, eu trabalho, pago impostos, respeito as regras do viver em sociedade, não costumo infringir as leis de trânsito, etc. Sinceramente, não me vejo como vilão!

O que os experimentos de Dan Ariely sugerem é que eu sou humano e, como tal, padeço da característica comum à espécie, de querer sempre me dar bem, de tirar alguma vantagem de situações em que avalio o risco como sendo baixo. A famosa lei de Gérson é a lei de todos nós. Observem o que eu disse há pouco: "não costumo infringir as leis de trânsito". Não costumo! É verdade! Mas, às vezes, piso forte no acelerador ao perceber que o semáforo ficou amarelo e vai fechar. Outras vezes, avanço mesmo com o sinal vermelho (é "lógico" que, no meu caso, sempre há uma justificativa plausível para esse "pequeno" e "raro" ato de rebeldia ou transgressão).

Em termos monetários, os experimentos de Dan Ariely sugerem que o maior rombo provocado pela corrupção pode estar sendo creditado indevidamente à política, empresários e outros que conseguem aplicar golpes ousados que rendem milhões. Não há dúvida de que esses aí causam um enorme estrago, mas a "operação formiguinha" pode ser a grande vilã. E é nessa operação formiguinha que eu e você nos enquadramos. Milhões de pequenos delitos produzem um estrago de proporções colossais!

Vejamos alguns exemplos: Qualquer um de nós conhece alguém que se aposentou irregularmente, que sonega imposto de renda, que não dá (e nem pede) nota fiscal, que compra ou comercializa produtos-pirata, etc. A soma desses e de outros tantos pequenos desvios, que são praticados frequentemente por milhões de brasileiros, provavelmente supere todo o estrago que é feito lá em Brasília! Dá para acreditar nisso?

Quero deixar claro que não é meu intento, aqui, inocentar qualquer pessoa ou instituição que ganhou destaque na mídia por agir de forma ilícita. Tampouco pretendo lançar a responsabilidade (ou culpa) da "falta de verba" aos pequenos desvios de conduta dos cidadãos comuns. Quero apenas resgatar parte do que é abordado no livro Previsivelmente Irracional para fomentar uma reflexão sobre a natureza humana e a existência de uma certa "zona de conforto" dentro da qual nos permitimos cometer pequenos desvios de conduta, sem experimentar o peso da culpa.

Penso que seja daí, de dentro dessa zona de conforto, que muitas vezes nos pomos a analisar parcialmente alguns fatos e a afirmar com tranquilidade e sem dor na consciência que "corrupto é o outro".

Recomendo mais uma vez a leitura do livro.

OBS: O vídeo abaixo (16 minutos) é uma boa maneira de estabelecer um primeiro contato com Dan Ariely. Para exibir a legenda em português, clique em "view subtitles" e selecione a opção "Portuguese (Brazil)".

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