domingo, abril 04, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges

"Quando eu estava subindo a escada,
Encontrei um homem que não estava lá.
Ele não estava lá hoje também.
Ah, como eu queria que ele fosse embora!"


Autor: Willian Hughes Mearns.

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sábado, abril 03, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges

O feriado de páscoa prossegue. Desci a serra do mar e estou aqui, descansando sob um cobertor de nuvens que deixa o tempo bastante abafado no litoral. Choveu fraco pela manhã e o Sol, preguiçoso, não fez questão de brilhar. No fim do dia a chuva voltou, suave e constante, aliviando o calor e deixando a noite agradável.

Aproveitei boa parte do dia para concluir a leitura do livro de Antony Flew "Deus Existe", faltam ainda os apêndices "A" e "B", os quais lerei mais tarde. Pretendo postar aqui, em breve, minhas impressões sobre essa leitura.

Por enquanto, segue o resumo de minhas corridas em 2010. De certa forma, é mais do mesmo, portanto não precisarei me alongar: pouco treino, algumas lesões, nenhuma participação em eventos e por aí vai. O ponto positivo é que, apesar de tudo, ainda estou treinando e o prazer de correr permanece comigo, não tão intenso quanto no passado, mas ele está aqui, digitando esse texto comigo.

O gráfico exibido acima compara o volume de treino atual (2010) com o do ano anterior (2009). Até aqui foram 257 quilômetros de treino em 2010 contra 309 quilômetros no mesmo período em 2009. Preciso dar uma equilibrada nesses números!
sábado, abril 03, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
O atual calendário de páscoa é, no mínimo, confuso. Não estou me referindo à forma de se calcular a data em que a páscoa será comemorada e sim à seqüência de eventos relembrados nesse feriado de origem judaico-cristã.

De acordo com a narrativa bíblica, Jesus entrou em Jerusalém numa quinta-feira e seu martírio se deu na sexta-feira, véspera da páscoa judaica. Durante a páscoa ele permaneceu no túmulo e na manhã de domingo ressuscitou. Essa seqüência de eventos difere da que é seguida, hoje, pelo mundo cristão. Vejamos:

Sexta-Feira "santa". Relembramos a morte de Jesus. Ok.

Sábado de "aleluia". Festeja-se a ressurreição de Cristo. Aqui começam as diferenças cronológicas. Deveria ser sábado de "páscoa".

Domingo de "páscoa". A diferença prossegue. Deveria ser domingo de aleluia, em comemoração à ressureição de Cristo.

Seja como for, penso que a maioria não se incomoda com essas incongruências e aproveita a páscoa para viajar e descansar.
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quinta-feira, abril 01, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Faz um tempão que não passo por aqui. O blog ficou entregue às moscas. Mas hoje, véspera de feriado, voltei a este espaço, para remover a poeira e abrir janelas e portas, na esperança de que ar puro e luz solar possam entrar e revigorar as páginas deste site.

A vida vai bem, graças a Deus, apesar do ritmo intenso que me deixa quase sem tempo para investir em mim mesmo. Mas hoje, já em clima de feriado, me permiti revisitar este espaço em que, "de texto em texto" vou tecendo pretextos para falar comigo mesmo sobre temas variados.

Amanhã será feriado, graças a Deus, literalmente! Digo "literalmente" porque, de acordo com a tradição cristã, foi há muito tempo e muito distante daqui, numa sexta-feira, que o comum e o extraordinário se manifestaram "em carne e osso" na pessoa de Jesus de Nazaré, transformando a cruz – horrendo símbolo de morte – em forte e significante emblema de vida.

O tempo passou. Uns dois mil anos... Muito tempo! E o tempo, com seu poder corrosivo, deixou sua marca na história desses dois milênios: arruinou impérios, destruiu nações, sufocou povos, apagou fatos, desgastou lembranças e encobriu grande parte da própria história. Curiosamente, a história de Jesus de Nazaré – o homem que era Deus, ou o Deus que era homem – não só resistiu à ação erosiva do tempo como também ganhou força, renovou-se e conquistou milhões de seguidores em todo o mundo!

O que de fato aconteceu naquela longínqua sexta-feira lá "nos páramos da Palestina" (como dizia um velho amigo, de quem guardo lembranças e saudades) não se pode saber ou afirmar com certeza. Mas a fé cristã, fé que metaforicamente se faz certeza naquele que crê, aceita e entende que, naquele dia, o Céu se abriu para conceder à humanidade o maior dos dons: o direito à vida plena e eterna, desfazendo a maldição da morte que pairava, qual sombra sinistra, sobre todos filho de Adão.

Amanhã terá início o feriado de páscoa... graças a Deus! Pretendo fazer bom uso dele.
domingo, fevereiro 21, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Já estamos em fevereiro e meus treinos seguem no mesmo ritmo do ano passado: volume baixo, ritmo lento, pouca disposição e ausência de metas. Isso não é bom, mas, por enquanto, não sei o que fazer para mudar esse quadro.

Hoje mesmo não consegui ir além dos 5,4 km no sobe-e-desce do bairro. Começo pensando em correr pelo menos 10 km, mas após uns quatro, o desânimo se agiganta e eu me rendo.

Preciso de motivação!

Em Janeiro corri apenas 84 quilômetros. Em fevereiro, até agora, não passei dos 58...
quarta-feira, fevereiro 17, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Neste feriado de carnaval tive a oportunidade de descansar um pouco e fugir da agitação de São Paulo. Desci a serra e busquei refúgio no litoral. É evidente que minha idéia de "refúgio" não foi nada original. Milhares de paulistanos fizeram o mesmo que eu.

Surpresa mesmo foi a presença de vários sóis lá embaixo. Pelo menos um sol para cada paulistano. O calor estava insuportável. Tudo bem que estamos no verão e sabemos que, nessa época do ano, o astro rei costuma se assanhar, mas desta vez ele exagerou na dose. Mesmo com os ventiladores trabalhando em altíssima rotação, o alívio era mínimo. Bastava uma piscada para se começar a suar, mais uma para se desidratar, e na terceira corria-se sério risco de se liquefazer.

Lembrei-me das pragas do Apocalipse. Uma delas dizia que nos últimos dias o Sol se aqueceria sete vezes mais. Sete? Parecia-me que havia, lá embaixo, uns "setenta vezes sete" sóis pulando carnaval e pondo fogo no mar. Isso mesmo, a água do mar não estava fria, estava morna e com viés de alta.

Lembrei-me também da Divina Comédia e, por alguns instantes, cheguei a acreditar na existência do inferno. O inferno não é um lugar bem quente? Pois é, senti-me como se estivesse na ante-sala dele. Não cheguei a ver o Capeta, mas notei alguns vultos estranhos tremulando no ar... Miragens, insolação ou percepção extra-sensorial?

Calor à parte, dei uma bela descansada e consegui me desligar do dia-a-dia de São Paulo. Melhor teria sido se o Sol também tivesse se desligado um pouco...
segunda-feira, janeiro 25, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Quase meia noite. Tenho pouquíssimo tempo para registrar aqui meus parabéns a esta cidade que hoje comemora 456 anos de existência. São Paulo, hoje é seu dia! Que posso dizer desta cidade que ainda não tenha sido dito?

Na falta de tempo (e de criatividade), serei repetitivo. Para mim, São Paulo é a cidade dos contrastes: tão imponente com seus arranha-céus e, ao mesmo tempo, tão frágil perante a chuva que cai do céu. Tão grande e, às vezes, tão medíocre. É amor e ódio. Vida e morte. Multidão e anonimato. Encontros e desencontros. Uma encruzilhada... São Paulo: dolorosa convivência, difícil separação.

São Paulo... Aqui cheguei há muito tempo. Fui ficando... Pensei muitas vezes em ir embora. Não consegui. São Paulo me conquistou, não sei bem como. Fez de mim um amante fiel. Hoje só penso em ficar um pouco mais e, se sair, não quero me distanciar, porque São Paulo, apesar do que dizem, apesar do que eu mesmo possa dizer, é meu canto, minha casa, meu lugar.

Será que algum dia a abandonarei? Não sei, mas penso que se algum dia sair daqui, levarei essa cidade comigo, pois me confundi com ela a ponto de me sentir seguro em afirmar que "sou São Paulo".

Megalomania? Loucura?

Não. Metáfora!

Sou São Paulo. Sou contrastes. Sou confuso. Sou confusão. Multidão e solidão ao mesmo tempo. Frio e calor num mesmo dia. Quatro estações em poucas horas. Sou seu clima temperamental. Terra da garoa que virou tempestade! Quanta chuva! Minha prece: São Pedro, tenha piedade de São Paulo!

Sou São Paulo. Cresci sem muito planejamento. Dei-me conta de que sou grande, cheio de feiúra e beleza, ruído e música, concreto e jardim. Contrastes e mais contrastes... Melhor deixar pra lá.

Enfim, mais um aniversário. São Paulo, hoje é seu dia, e devo lhe confessar: quisera que todos os dias fossem seu aniversário, só pra gozar de um pouco mais de calma e escapar de sua rotina sufocante sem precisar me afastar de você...

Parabéns! Vou repetir uma, duas, três, 456 vezes...
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