domingo, julho 18, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges


Já faz umas duas semanas que durmo e acordo com músicas do Heritage Singers em minha cabeça. Incrível! Deparei-me com essas músicas no Youtube e fiquei ouvindo. No dia seguinte repeti a dose. Baixei algumas para ouvir novamente. Agora não consigo me livrar delas.

Lembro-me do sucesso que esse conjunto fez a partir da segunda metade da década de setenta. Era amado por muitos e odiado por outros tantos. Para uns ele representava a evolução natural dos gostos, preferências e tendências musicais. Para outros era a perversão dos valores religiosos e um perigo para a juventude.

O tempo passou e agora o Youtube se encarregou de dar forma e movimento às vozes que, há muito, me eram familiares. Interessante é que hoje essas músicas me parecem suaves, calmas e até inspiradoras... Além disso, elas conseguem despertar em mim um sentimento suave e triste que atende pelo nome de "saudade".

O vídeo acima apresenta a música "God's wonderful people", interpretada pela formação de 1983/1984. No Youtube há muito mais.
sexta-feira, julho 16, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Trezentos e sessenta e cinco dias é o tempo necessário para que o planeta Terra dê uma volta em torno no sol. Que há de especial nisso? Não sei. Talvez nada... Sei apenas que usamos esse ciclo para marcar o tempo e damos a ele o nome de "ano".

Um ano atrás eu comemorei aqui meu aniversário. O tempo passou depressa. Muito depressa. Parece até que voou... E aqui estou, outra vez, preparando-me para apagar novamente as velinhas.

Quantas coisas mudam em um ano! Algumas conquistas, alguns fracassos: surpresas e sustos! Mas o mais importante é que completo mais um ano de vida com saúde e disposição para encarar outros tantos que – queira Deus – possam vir pela frente.

Por um lado, não há como negar que estou ficando velho. Velho? Não gosto dessa palavra. "Velho" talvez combine com outros, mas não comigo. Também não me identifico com a palavra "idoso" e reluto em empregá-la aqui. Por isso, com sua licença e paciência, permito-me trocá-las por outra que considero mais apropriada para esta ocasião: Estou ficando mais "experiente"! E é essa experiência que me tem aconselhado insistentemente a aproveitar a vida. É ela que me diz que a vida é curta e frágil. Cada badalada no relógio do tempo nos fere e a última nos há de matar...

A vida é frágil - frágil e bela. Se tento protegê-la em demasia, ela se atrofia e pende para a morte; se, por outro lado, procuro vivê-la com muita intensidade, ela dá sinais de exaustão e se inclina para a morte. Se me ponho a viver de forma discreta e equilibrada, mesmo assim a vida passa, simplesmente passa, e se aproxima dos braços da morte... Socorro! Não dá pra fugir da morte?

Seja como for, vamos vivendo! Vamos correndo! Às vezes tropeçando e outras vezes caindo. Já caí tantas vezes!

Mas hoje não quero pensar nessas quedas e sim nas tantas vezes que consegui me levantar, sempre amparado por mãos amigas, verdadeiros heróis que teimam em apostar em mim. Gostaria muito de presenteá-los, nesta dia especial, com algo de grande valor, mas não posso. Sou pobre. Então, que "Deus lhes pague"!

Além dos amigos, registro aqui minha gratidão aos familiares (que também são amigos) e que estão sempre por perto, compartilhando comigo do cardápio variado que a vida nos serve. É bom saber que, para vocês, eu sou mais que um número: tenho um nome, um rosto, uma história e muito valor!

E tenho uma companheira muito especial, que, por opção e falta de juízo, está sempre comigo. Ela é um exemplo vivo de resistência, fé e sanidade mental duvidosa. Opa! devo apressar-me em me explicar, antes que uma crise conjugal ponha fim aos festejos deste aniversário: Os anos vão passando e ela continua ao meu lado (quanta resistência!), e continua acreditando e investindo em mim (quanta fé!), e mesmo me conhecendo tão bem, sabendo quem eu realmente sou e tendo ciência desse meu "lado negro" que eu sempre procuro ocultar, ela não se assusta, não treme e nem pensa em fugir (quanta loucura!). Posso estar enganado, mas ao que me parece, ela prefere enxergar esse meu "lado negro" como um discreto pano de fundo no qual se destacam estrelas cintilantes, luas prateadas, sóis dourados... (insana!!!)

Enfim, mais um ano se passou! E o melhor: Mais um ano está começando!

A vida continua! Feliz aniversário para mim, mais uma vez!
domingo, julho 11, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Continuo correndo pouco. Continuo distante de eventos relacionados à corrida de rua. Por quê? A resposta é simples: falta de tempo.

Sempre ouvi dizer que tempo é questão de prioridade. Se há verdade nessa afirmação, então minha prioridade número um é o trabalho. Estou sem tempo para quase tudo. Saio de casa bem cedo e retorno sempre tarde.

E a vida vai passando...

Passei a ser um corredor de fim de semana. Além de não ser uma prática saudável, nunca alcanço um bom condicionamento. Todo fim de semana é uma tentativa de recomeço. De certa forma, é frustrante, exceto pelo ditado popular que afirma: ¨é melhor pingar que secar¨.

Esperança de voltar a correr regularmente sempre há. Contudo, essa esperança nada mais tem sido que mero esperar.

O gráfico mostra que esse ano, meu volume de treino está conseguindo o que me parecia impossível: estou correndo menos que no ano passado.
sábado, junho 19, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Ontem ele se foi. Partiu sem dizer adeus. Deixou-nos para não mais voltar. José Saramago, escritor português, Nobel de literatura em 1998, não mais está entre nós. Morreu!

Sua morte, contudo, não representa necessariamente o seu fim. É certo que Saramago sobreviverá em suas obras e na memória dos muitos admiradores que conquistou em seus 87 anos de vida. Contudo, é inegável que sua subjetividade (sua capacidade de sentir, pensar, recordar, decidir, desejar), aquilo que o caracterizava e o distinguia de todos os demais, chegou ao fim, acabou, pereceu... Saramago faleceu.

Lamento...

Há quem creia em vida após a morte. Saramago não se situava entre esses. Para ele, só se vive uma vez. E foi com essa convicção que ele viveu e escreveu sua história. Ontem, o último parágrafo foi redigido e encerrado com o ponto final definitivo.
terça-feira, junho 15, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Hoje enfrentei um trânsito infernal para percorrer os míseros 18 quilômetros que separam a empresa onde trabalho de minha residência. De certa forma, era uma corrida contra o relógio. Pensando bem, "corrida" não é um termo apropriado ao contexto, já que o meu pé repousava mais no freio que no acelerador.

Tudo isso para chegar em casa em tempo de assistir ao jogo da seleção brasileira. Mal cheguei e a bola começou a rolar, mas futebol mesmo, daquele que enche os olhos, não vi. Até aí, nenhuma novidade. Ficaria surpreso se o Brasil conseguisse jogar bonito e golear a temível Coréia do Norte, uma equipe de longa tradição no cenário futebolístico mundial. Acreditem: ela tem até jogadores (uns dois ou três) com experiência internacional, acho que na China ou no Japão. Contra um time desses, o Brasil tinha mais é que jogar com dois volantes, ou três, sei lá, para garantir pelo menos o empate ou ganhar de "meio a zero" que, na opinião do Pelé, já estaria bom demais.

Enfim, ganhamos. No placar, 2 x 1 para o Brasil. Na arte, não houve vencedor. Jogo feio! Senti sono!

Uma coisa é certa: se houver mais algum jogo em horário tão impróprio quanto o de hoje, vou esperar o primeiro tempo e, pouco antes do intervalo, aproveitar as ruas vazias de São Paulo para me deslocar tranqüilamente para casa. E se perder o jogo, bem... jogo? Que jogo?
domingo, junho 13, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges

A Copa está aí, mas o que é "copa" mesmo? A reposta a essa pergunta vai depender de a quem ela for endereçada.

Para mim, por exemplo, "copa" representa aquele momento único em o que o brasileiro parece se irmanar em um só sonho e caminhar numa mesma direção. Entendam-me, por favor: eu disse "parece" e as aparências podem enganar e, com certa freqüência, enganam.

Não sei por que não se trabalha durante os jogos do Brasil. E daí? O que importa mesmo é não trabalhar, não é mesmo? O brasileiro gosta de não trabalhar! Não que seja um povo preguiçoso. Longe disso. O brasileiro é trabalhador. Mas trabalhar é uma necessidade e não uma fonte de prazer, exceto para cantores e, é claro, jogadores de futebol. Jogar futebol na "copa", então, é a suprema realização para esses trabalhadores apaixonados pelo que fazem.

E a gente, que labora sem tanta paixão, pára de trabalhar para ver onze brasileiros suando literalmente a camisa. Trabalhando? Disso eu não tenho tanta certeza... Quem não gostaria de passar um mês na África do Sul, em hotel cinco estrelas, jogando bola, dando entrevista, sendo paparicados e ainda ganhando em um mês o que eu não ganho em dez anos de trabalho suado? Eu faria isso até de graça!

E deixando esse blá-blá-blá pra lá, voltemos à pergunta original: o que é "copa" mesmo?

Essa palavra nos remete à frase inglesa "World Cup". Traduziram a primeira palavra e transliteraram e adaptaram a segunda, surgindo daí a nossa "Copa do Mundo". Cup virou copa, quando a tradução mais apropriada deveria ser "copo, xícara, cálice, taça".

Ah! "taça"!

Taça, em português, além do significado primário de "espécie de copo", passou a significar também, por derivação, "troféu esportivo em forma de taça".

Notei que o dicionário Houaiss já traz o verbete "copa" associado ao significado "vaso fundo, de dimensões e formas variadas, para bebidas; taça" [1]

Então, "copa" é isso aí. Ou talvez seja muito mais... Sei lá...

E pra você, o que é "copa"?


Referências:
[1] - Houaiss: Verbete "copa" – http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=copa&stype=k
terça-feira, junho 08, 2010 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Com a palavra, o sábio Chuang Tzu:


Uma vez eu sonhei que era uma borboleta,
voando entre as flores e arbustos do jardim.

Tudo era tão concreto e real
que em momento nenhum do meu sonho suspeitei que a borboleta era eu
ou que eu fosse a borboleta.

Para todos os efeitos possíveis e imagináveis,
eu era, eu agia e eu realmente me sentia uma borboleta,
cumprindo o destino de uma borboleta qualquer.

De repente, eu acordei
e lá estava eu, sendo a pessoa que eu sempre fui
- ou que sempre imaginei ser.
Sei muito bem
que entre um homem e uma borboleta
há tantas diferenças fundamentais e insuperáveis
que a transformação de um no outro
é algo simplesmente impossível de acontecer no mundo real.

É por isso que, desde então,
eu nunca mais tive sossego
quanto à minha verdadeira identidade.
Pois não há nada que me permita saber,
com toda certeza e rigor,
sem nenhuma margem de dúvida,
se eu sou verdadeiramente um homem,
que um dia sonhou que era uma borboleta,
ou se eu sou uma borboleta,
sonhando que é um homem.

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Atenção: As imagens exibidas neste post são de autoria de Douglas Reis (Douglas Reis Studio)



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