terça-feira, março 08, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
O educador Geoffrey Canada, em artigo publicado na revista Veja desta semana, assim se expressa ao relembrar um momento de sua infância:

"Sempre achei que a salvação era o Superman. Um dia, minha mãe me disse que o Superman não existia. Eu tinha 8 anos. Minha mãe disse: 'Não, não, não tem Superman nenhum'. Comecei a chorar, porque achava realmente que o Superman viria nos salvar do caos, da violência, do perigo. Mas não havia herói nenhum. Descobrir que ninguém viria nos socorrer foi uma das experiências mais chocantes da minha infância" (Veja, edição 2207, 09/03/2011, página 68).

Embora nunca tenha crido na existência real do Superman, admito já ter acreditado em outros heróis. Super-heróis. Com o tempo, acabei sendo forçado a rever meu ponto de vista. Heróis são seres fascinantes por seu poder, bondade, nobreza, altruísmo e disposição para o sacrifício. Vivem para os outros e se fazem presentes quando deles mais necessitamos. Superman reúne esses atributos. Ele é tão perfeito que parece não ser de verdade e, de fato, não é. Não pode ser!
domingo, março 06, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Fevereiro é um mês curto, pobre em dias. Os romanos o viam com reserva: era de mau agouro. Com o advento do calendário Juliano, a sorte do mês de fevereiro não mudou. Mudança mesmo ocorreu décadas mais tarde quando lhe afanarm um dia para que o mês de sextilis, ao ser rebatizado como agosto em homenagem a Cesar Augusto, passasse a ter trinta e um dias. Desde então, fevereiro mantém seus vinte e oito dias, exceto nos anos bisextos, quando lhe é acrescido um dia.

Em 2011, fevereiro passou voando. Mesmo assim, consegui superar o volume de treino do mesmo mês do ano anterior. É fato que no ano passado corri muito abaixo de minha média histórica, mas vou deixar essa média histórica de lado, por enquanto, e comemorar a conquista recente.

Também continuo treinando de maneira irregular. Estou perdendo, em média, algo próximo a cinco horas por dia no trânsito de São Paulo. É tempo demais para quem, a semelhança do mês de fevereiro, é pobre em dias.

Algo não mudour: continuo sem motivação para participar de eventos (corridas de rua) e, sem uma prova alvo, não vejo por que levantar de madrugada para treinar ou ir para a rua após o dia de trabalho e cinco horas no trânsito. Conseqüentemente, meus treinos continuam se concentrando nos finais de semana e feriados.

Penso que em março, graças à semana de carnaval, conseguirei superar o volume de março do ano passado. O placar tende a ser de 3 x 0 para 2011.
sábado, fevereiro 26, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Já ouvi diversas vezes que "os homens são eternos meninos, o que muda é o valor dos brinquedos".

Faz sentido?

Começa a me parecer que sim, que a vida não deva levada a sério. Não em demasia. É preciso, sim, agir com responsabilidade. Organização e planejamento são necessários, mas tudo dentro de certos limites. Seriedade demais talvez atrapalhe.

Viver é complicado. Viver em sociedade é um desafio cheio de deveres, compromissos, responsabilidades, obrigações, contas a pagar e sapos a engolir. Sobreviver nessa teia social requer austeridade, maturidade, juízo, isto é, agir e comportar-se como adulto, num mundo dominado por adultos.

Adultos tendem a ser mais sérios que crianças. Estas, geralmente vivem o momento presente e o fazem de modo intenso, apaixonado. Adultos, nem tanto. Adultos vivem divididos entre o agora e o depois, entre o agora e o antes. Adultos são sérios. Bebem a vida com moderação, como recomendam os comerciais de cerveja.

Eu sou do tipo que tem a propensão de levar a vida a sério demais. Curiosamente, não gosto da palavra "sério", talvez porque ele me lembre o prefixo latim "seri-" que está associado a "fila", "encadeamento" e me lembre "produção em série". Produção em série é interessante para fábricas que, dessa forma, ganham em escala e reduzem custos. Pra gente de carne e osso, não encaixa bem. Somos peças únicas, sui generis. Não fomos fabricados; fomos concebidos. Mas, estranhamente, nossos modelos, nosso sistema educacional, a indústria do consumo e nossa necessidade quase insada de reconhecimento e aceitação nos levam a abdicar de nossa singuralidade e a nos perder no plural social (deixo de ser o que "sou" para ser o que "são"). Nossa vida passa a ser um "encadeamento" de atividades, uma "fila" de compromissos. Tempos modernos, como no filme de Chaplin. Comportamento civilizado, robótico, sério ou em série, sei lá... dias pré-fabricados, que reproduzem com precisão de relógio suíço a mesma rotina cinza cínica. Dias que são cara de um, focinho do outro.

Penso muito antes de quebrar a rotina. Sou sério! Penso muito antes de tomar uma decisão. Às vezes minha esposa me dá umas alfinetadas, senão não saio do transe. "De pensar, morreu o burro", como diz a sabedoria popular. O burro é um bicho sério. Eu sou sério. Logo...

Silogismo à parte, toda essa ladainha é apenas para dizer que, há uns dois meses, deixei a seriedade de lado e me dei um presente (não antes de vários meses de pesquisa, muito pensar, refletir, calcular, comparar, analisar e até me angustiar, afinal, sou tão sério quanto um burro). Por fim, graças à intervenção de minha esposa, resolvi me presentear com um smartphone (Milestone 2 da Motorala) e voltei a ser menino, a despeito dos muitos cabelos brancos que coroam minha cabeça e denunciam minha idade.

Levei quase um mês para receber a primeira ligação no aparelho. Explico: na média, recebo duas ligações por mês: uma é de minha esposa, a outro é engano. No último mês fiquei abaixo da média.

À rigor, não preciso de celular, mas ando com um o tempo todo, como todo mundo. Coisas da vida em sociedade. Teimosia em ser igual aos demais, para não ser rotulado de diferente ou esquisito. É certo que muitos precisam de celular, alguns até tem mais de um... Pra mim, celular é enfeite e, agora, um brinquedo. Brinquedo caro! Um verdadeiro computador de mão no qual já instalei um bom número de aplicativos, utilitários e, é claro, vários joguinhos divertidos.

Depois que adquiri esse smartphone, com seu fantástico sistema operacional Android do Google, passei a ser um testemunho vivo da sabedoria popular: "os homens são eternos meninos, o que muda é o valor dos brinquedos". Com o Milestone consegui por de lado a seriedade e me envolver com o lúdico. Redescobri o prazer de brincar. Belo aparelho! E embora eu quase não o use para fazer ligações, posso afirmar que ele funciona muito bem como telefone. Pelo menos é o que diz o manual fabricante (rs).
quinta-feira, fevereiro 24, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges

A correria da vida tem me privado de tempo para pensar. Sou um ser pensante, ou pelo menos deveria ser. Tenho sido um "pensante não praticante". Ultimamente tenho abusando do piloto automático. De casa para o trabalho, do trabalho pra casa. E entre uma coisa e outra, longas e enfadonhas horas no trânsito neurótico de São Paulo.

Tenho tomado, à cada manhã, a pílula da condescendência com essa realidade mórbida e, sob seu efeito, passo a encarar os fatos como "normais". Sigo, ao longo do dia, sonolento, entorpecido, distante... até que um fato novo se encarregue de me despertar. E foi isso que aconteceu. Nos últimos dias fui tocado por dramas vividos por colegas de trabalho e familiares diante do inexorável, do inevitável: A morte.

O tempo passa para todos e leva consigo a beleza da forma, o vigor da juventude e, por fim, a própria vida. A morte mora ao lado. Segue-nos como sombra. Está sempre em nosso encalço e se aproxima perigosamente à medida que o tempo de vida avança. Por fim ela sempre nos alcança, abraça, envolve, aniquila.

Começamos a morrer assim que nascemos. Contradição insuperável: a vida traz em seu cerne a semente da morte! Essa semente brota, cresce e se faz árvore, cujas sombras densas nos cobre.

Dizem que a única certeza absoluta que se pode ter é que a vida terá um fim, cedo ou tarde. Há os que acreditam que é dessa certeza indigesta que brotam os delírios da imortalidade e as crenças na ressurreição do corpo, na imortalidade da alma, na vida após a morte, ou algo do gênero. Faz sentido?

E eu que seguia embalado pela rotina - meio vivo, meio morto - fui chacoalhado por sinais vindos de vários lados alertando-me para o fato de que é preciso viver de forma plena.

Pois é... Hoje, antes de ir dormir, resolvi resgatar minha capacidade (quase perdida) de pensar. E pensei. E me dei conta de que o tempo está passando e a vida se desbotando. É preciso viver!
domingo, fevereiro 06, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Fevereiro chegou depressa. Pelo jeito, não sou o único que gosta de correr. O tempo parece ser mais amigo da velocidade que eu. Janeiro se foi célere, ligeiro, e fevereiro avança a passos largos.

Eu aproveitei as férias para aumentar a quilometragem. Agora, de volta à labuta, o ritmo de treino voltou ao normal, isso é, apenas nos finais de semana, com raras exceções.

Como o ano passado foi o pior dos últimos dez anos em volume de treino, creio que em 2011 me sairei melhor. Quanto às metas, nada de maratona, mas uma meia irá bem. Vou me planejar para a Meia Corpore. Creio que até lá (abril) já estarei em condições de rodas 21 quilômetros em duas horas.

Hoje rodei 10 quilômetros no Ibirapuera. O parque estava fervilhando de gente, mas a volta da cerca é sempre tranqüila e rica em sombra. Corri bem devagar, apreciando o momento e poupando-me para atingir a meta. Muito bom!
sábado, janeiro 22, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
A frase acima, usada como título para esse texto, é de autoria do cantor e compositor John Lennon e é citada por a Richard Dawkins no documentário "A raiz de todo mal" e no livro "Deus um delírio", nos quais ele argumenta com fervor e eloqüência em defesa de um mundo sem ataques suicidas, sem o 11 de setembro, sem o Talibã, sem as infindáveis guerras entre judeus e palestinos, sem muçulmanos, sem cristãos, enfim, um mundo sem religião. Você é capaz de imaginar como seria esse mundo? Eu bem que tentei imaginá-lo, mas me esbarrei em algumas limitações.

Até onde consegui pesquisar, não se tem conhecimento de nenhuma cultura que seja estruturalmente não religiosa ou atéia. Com efeito, ao longo dos séculos, o ateísmo foi sempre um fenômeno escasso, minoritário, periférico. Imaginar um mundo sem religião estando inserido em um mundo essencialmente religioso requer muita abstração e criatividade, a menos que tomemos um atalho e peguemos o nosso mundo, tal qual é, e simplesmente removamos a religião dele. Essa atitude, contudo, não me parece ser a forma mais honesta de lidar com a questão, mas foi o que eu fiz (e penso que seja o que muitos façam) ao aceitar o desafio de John Lennon em sua música "Imagine".

Para muitos, o mundo seria melhor se não houvesse religião. Alguns, pela forma como se colocam, parecem ter certeza disso. Sinceramente, não sei como chegaram a essa conclusão, mas não quero aqui polemizar sobre o que me parece ser resultado de escolhas pessoais. Quanto a mim (e aqui exponho tão somente meu ponto de vista numa reflexão sabática despretensiosa), estou inclinado a crer que a religião não seja a raiz de todo o mal, porque, para mim, religião não é "causa" e sim "efeito". Conseqüentemente, sua remoção não seria suficiente para o estabelecimento de um mundo novo e melhor, já que a verdadeira causa permaneceria.

É fato inegável que sempre houve atritos, conflitos e guerras baseados em princípios religiosos. Reconheço que, em nome de Deus muitas atrocidades foram cometidas. Lembro-me agora, para citar um exemplo, das Cruzadas que, sob o pretexto de reconquistar a cidade de Jerusalém – local sagrado para os cristãos – legitimou crueldades, saques, destruições e mortes, deixando um rastro de sangue ao longo de quase dois séculos de história (1096-1272). E tudo isso conduzido sob as bênçãos da igreja e, supostamente, com a aprovação do "Senhor dos exércitos, o Deus de Israel". Confesso-lhes que, ao refletir sobre esse capítulo sombrio de nossa história, sinto-me propenso a pensar que o mundo sem religião seria melhor que este em que vivemos.

Por outro lado, admito a existência de um outro lado da experiência religiosa que me faz hesitar em colocá-la no cadafalso. São casos como o do quase desconhecido frade franciscano Maximiliano Kolbe, que se voluntariou para morrer em lugar de um pai de família no campo de concentração nazista de Auschwitz. Durante a segunda guerra mundial ele abrigou muitos refugiados, incluindo aí dois mil judeus. Relatos como esse me comovem!

A religião, no entender de especialistas, é um fenômeno "polissêmico". O que isso significa? Essa palavra, pouco usada em nosso dia-a-dia, deriva do grego "poli" (muitos) e "sema" (significado) e é empregada pelos estudiosos da religião para dizer que ela é um signo aberto, que pode assumir significados diversos de acordo com o contexto e ser usada para praticamente tudo. Em nome da religião estimulou-se a inquisição e a caça às bruxas; em nome da religião promoveu-se a arte e a poesia. Em nome da religião se mata; em nome da religião se salva. Em nome da religião, tudo pode ser justificado. É isso que os especialistas querem dizer quando se referem a ela como "polissêmica".

Quando analisamos os textos sagrados nos quais as religiões se alimentam, fica mais fácil entender esse comportamento metamórfico que as caracteriza. Tomemos o cristianismo como exemplo, apenas por ser essa a religião com a qual temos maior afinidade. Em certa ocasião, Jesus disse que não veio ao mundo para trazer paz e sim espada (leiam em S. Mateus 10:34-36). Em outro momento ele afirma o contrário. Diz ele: "bem-aventurado os pacificadores" (leiam em S. Mateus 5:9). Afirmações como essas, aparentemente conflitantes e incoerentes, abrem margem para interpretações dúbias, divergentes, contraditórias, antagônicas. Qualquer um pode se sentir no direito de invocá-las ou interpretá-las em benefício próprio ou conforme a conveniência do momento, justificando assim tanto a guerra (por motivos "nobres", sempre) quanto a paz. Atualmente, presenciamos uma explosão de novas denominações religiosas cristãs, cada uma com suas singularidades e incongruências e todas ancoradas no mesmo texto sagrado. A natureza polissêmica desse texto sagrado favorece (e até justifica) esse fenômeno bizarro.

Com base no que foi colocado até aqui, parece-me razoável presumir que a religião, por ser polissêmica, isto é, aberta e sujeita a interpretações circunstanciais e influências pessoais, pode ser usada (e de fato tem sido usada) para apoiar movimentos que promovem tanto a paz quanto a guerra, tanto a concórdia quanto o conflito, tanto a vida quanto a morte. Ora, isso me leva a concluir que a religião em si não passa de um instrumento, que pode ser usado (e de fato o é) de acordo com a habilidade de quem o domina. E em sendo um instrumento, então não pode ser "a causa" do bem ou do mal, porque não há intenção em um instrumento.

Se me permitem a comparação, o mesmo pode ser dito a respeito da ciência. Ela também é um instrumento, uma ferramenta e, como tal, seu propósito é o propósito de quem a utiliza. Há quem faça bom uso da ciência, mas há também quem não o faça. Após a segunda gerra mundial, muitos se perguntavam se ainda era possível acreditar em Deus depois de Auschwitz. Por outro lado, outros também se questionam se ainda era possível acreditar na ciência depois de Hiroshima.

Não sei se estou conseguindo ser claro, mas o que estou tentando dizer é que, assim como a ciência, a religião não deve ser tomada como a "causa" de certos males que afetam nosso mundo e concluir que, sem ela, estaríamos mais próximos do paraíso terrestre. Isso porque, no meu entender, a verdadeira causa de tais males precede a própria manifestação religiosa.

Evidentemente, o que expus aqui é apenas o "meu" ponto de vista atual. Sei que muitos discordariam dele se porventura viessem a ler o que acabo de escrever. Por isso e de antemão, registro aqui meu sincero respeito e apreciação por essas opiniões contrárias. Contudo, reafirmo o que disse e que resumo da seguinte forma:

(1) O sentimento religioso é inerente ao ser humano. Conforme disse antes, não se tem conhecimento de qualquer cultura que seja estruturalmente não religiosa ou atéia. Em sendo assim, não consigo imaginar como seria um mundo sem religião, a menos que imagine um mundo sem seres humanos. Se a religião não existisse, nós a inventaríamos, talvez com outro nome, mas com essência semelhante.

(2) Entendo que os problemas que existem na sociedade são decorrentes da natureza humana. Somos seres belicosos, sedentos de poder e essencialmente egoístas. A própria sociedade (que também é uma invenção humana) se apóia nesse nosso egoísmo (aprendemos com o tempo a impor limites a esse egoísmo em troca de um bem maior). Em sendo isso verdade, então, com religião ou sem religião, continuaríamos a ser o que somos: egoístas, violentos e ávidos por poder.

E depois de tanto falar a pergunta persiste. Hipoteticamente falando, o mundo sem religião seria melhor ou pior do que este em que vivemos?

Não me parece que seja possível responder a essa pergunta de maneira honesta. Faltam-nos elementos para análise. Podemos fazer suposições. Podemos eleger uma das opções como preferida e elencar características positivas e/ou negativas para apoiar nossa escolha, mas o fato é que só conhecemos um mundo – o mundo com religião – e o outro não passa de uma hipótese ou utopia.

Julgo importante lembrar que, na maioria dos casos, as utopias são elaboradas não com o fim de se criar um novo mundo ou uma nova sociedade e sim reformar o mundo e a sociedade em que vivemos. Em sendo assim, vale à penas considerar a proposta de John Lennon e tentar imaginar como seria esse mundo sem cristãos, muçulmanos, budistas e outros rótulos religiosos que causam tantas divisões. Talvez esse exercício nos ajude a melhorar o mundo que conhecemos, a começar por nós mesmos.

E para concluir o tema, evoco as palavras do historiador e filósofo Dr. Leandro Karnal, professor na Unicamp, em um Café Filosófico que não canso de assistir: "Volto a insistir: ateísmo ou religião não tornam o mundo pior ou melhor, apenas tornam o mundo do jeito que ele é".
sexta-feira, janeiro 21, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
O dia amaneceu radiante e quente. Até o sol sentiu calor, pediu água e foi-se refrescar sob um guarda-sol de nuvens. Hesitei um pouco e por pouco tempo antes de sair para meu trote diário.

Ontem não corri devido a um desconforto muscular na panturilha direita, tratada com muito gelo. Ficar dois dias seguidos, em pleno período de férias, sem correr seria doloroso demais. Não resisti e, mesmo com a panturrilha sensível e o calor escaldante, troquei de roupa, fiz um longo aquecimento e segui em passos de tartaruga em direção à praia.

Corri na água uma boa parte do tempo, num dos treinos mais lentos que fiz nos últimos anos. O saldo foi positivo: oito quilômetros administrando a dor e desfrutando da endorfina que fluia nas veias.
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