sábado, setembro 10, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Com a palavra, Charles Chaplin:

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. 

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
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quarta-feira, setembro 07, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
O Brasil completa hoje 189 anos de independência. O país comemora... ou será que não? Não tenho certeza. Talvez seja mais correto afirmar que o país parou, hoje, em memória ao ato de D. Pedro I, ocorrido no século XVIII, de declarar-se independente da coroa portuguesa. É curioso notar que, no Brasil, a independência foi produto de uma declaração. Não houve guerra, não houve revolução, não houve comoção popular... não houve mudança.

Independência, no meu entender, envolve ruptura com o passado e a introdução de mudanças que se aprofundam com o passar do tempo.  É certo que o Brasil de hoje é, em muitos aspectos, diferentes daquele que existiu na primeira metade do século XVIII. Com efeito, o mundo como um todo mudou e as sociedades que nele convivem evoluíram, incluindo aí o nosso país. Mas no Brasil, as mudanças quase sempre implicam em continuísmo. Mudam-se os atores, mas o palco permanece o mesmo. Outras vezes o palco é reformado, mas não o elenco que nele encena. Há raros casos em que palco e elenco se renovam, mas, nesse caso, para nosso desalento, a peça representada se mantém imutável. Esse é o velho enredo que se repete nesta terra, no país onde mudança não costuma ser sinônimo de transformação. Que pena!

Dizem por aqui que Deus é brasileiro. Balela, invenção, boato falso, mentira deslavada. Não pode ser! Deus, se é que Ele nasceu em algum lugar, provavelmente o fez antes de 1822, tanto é verdade que as naus de Cabral trouxeram em seu bojo alguns emissários divinos, os jesuítas, com a importante missão de convencer os nativos de que Deus já havia nascido em outro lugar. E eles até tentaram, mas os nativos ou não estavam interessados em ouvir ou eram um bando de cabeças duras. Fato é que ainda hoje se diz por aqui que Deus não existia antes de 1822, nasceu no Brasil e que a cidade de Belém, citada na Bíblia, fica no Pará. Dá pra acreditar?

E antes que pensem que estou "descendo o pau" no Brasil, é preciso que se registre aqui que gosto desta terra e de ser brasileiro. É fato que nunca pus o pé em outro país, nem mesmo no Paraguai, e, de igual modo, nunca possuí outra nacionalidade. Mas pelo que leio, vejo, ouço e assisto, o Brasil está longe de ser o melhor país do mundo. Se Deus fosse brasileiro, poderoso do jeito que Ele é, é razoável supor que nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) fosse  mais elevado, não acham?

Deus, pelo que dizem, não gosta de corrupção, e essa praga viceja aqui como se fosse capim. Nasce em todo canto e cresce como praga. O "jeitinho brasileiro" é conhecido em todo mundo! Definitivamente, Deus não pode ser brasileiro!

Mas deixemos Deus de lado e voltemos ao tema desse texto, a independência do Brasil. Dizem os livros que D. Pedro I estava em uma encruzilhada: era independência ou morte. Balela novamente, tanto que ele não escolheu nem um nem outro, apenas balbuciou algumas palavras e foi se aliviar, já que estava com uma tremenda diarreia. Conclusão: O Brasil se declarou independente, mas continuou nas mãos da mesma alcateia; não morreu, mas também não chegou a viver em sua plenitude.

E viva o Brasil!
segunda-feira, setembro 05, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
fonte: www.ativo.com

Esse aí ao lado sou eu, ao passar pela marca da meia-maratona (21,1 km) em Londrina. Ainda estava inteiro após 1:48:30h de corrida. Mas minha alegria iria durar pouco, como relatei no post anterior.

A Maratona de Londrina já faz parte do passado, assim como o mês de agosto, no qual consegui percorrer 264 quilômetros, chegando a 1128 quilômetros de treino no ano.

Ontem fui ao Ibirapuera. O parque estava entupido de gente. Foi difícil estacionar. Correr na parte central era impossível e até a "volta da cerca" estava cheio de ciclistas, caminhantes, cachorros, além de grande número de corredores. Foi meu primeiro treino pós maratona. Corri 12 Km e me senti bem.

Próximas metas: continuar treinando e, talvez, encarar mais uma maratona neste ano. Provas candidatas: Foz do Iguaçu, Rio e Curitiba.

terça-feira, agosto 30, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges

Depois de uma agradável viagem de São Paulo à Londrina, chegamos à cidade no momento em que o sol se despedia. O dia havia sido quente e o calor parecia tornar a cidade e as pessoas mais abertas, agradáveis e alegres. Minha esposa e eu ficamos com uma impressão muito positiva da cidade e do povo de Londrina.

Quanto à maratona, dois atrativos me motivaram a participar dela: O horário da largada (7:00h) e a referência ao "trajeto cuidadosamente planejado" pela organização, conforme página inicial do site do evento. Pensei que o percurso seria plano, mas estava enganado. O percurso foi desafiador. Uma sucessão de subidas e descidas, com predomínio de descida na primeira metade e de subida na metade final.

A largada ocorreu às 7:08h, numa manhã de céu azul, sem nuvens e sol agradável. A organização foi quase impecável.  Água em abundância e vários pontos de gatorade, gel de carboidrato, coca-cola e azeitona. O staff contava também com ciclistas que iam e vinham ao longo do percurso apoiando, servindo água e verificando o estado dos corredores. Realmente, muito bom!

Como não havia feito nenhum treino longo, eu sabia que chegaria bem à metade da prova, mas a partir dali seria uma incógnita e um desafio. Fiz a primeira metade (21,1 Km) em 1:48:30h, com batimentos cardíacos em torno de 155 e desconforto nos pés causado pelo tênis.

A segunda metade foi complicada. Precisei de 2:18:51h para completá-la. A corrida se tornou monótona com poucos corredores em ruas quase desertas ou margeando rodovias, sempre num sobe e desce sem fim.

Comecei a sentir vontade de parar no Km 25, mas resisti até o 30. A partir daí foi um festival de anda e pára até o final da prova.

Lá pelo km 38, em meio a uma longa subida, fui ultrapassado por um senhor de mais de setenta anos. Pensei bastante e tomei a decisão de nunca mais participar de uma maratona.

Concluí em 4:07:21h.

No dia seguinte, já mais refeito, voltei a considerar a possibilidade de correr a Maratona de Porto Alegre, ou a do Rio, ou a das Águas, ou uma fora do Brasil...

segunda-feira, agosto 22, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
É quase certa a minha participação na primeira edição da Maratona de Londrina, prevista para o próximo domingo, 28/08/2011. Já estou inscrito e fazendo contagem regressiva para a chegada do evento.

Lá se vão três anos sem completar uma maratona e, confesso, os quarenta e dois quilômetros de uma maratona nunca me assustaram tanto! Já fui mais inconsequente no passado. Hoje, depois de já ter colocado mais de dez maratonas no currículo, aprendi a respeitar a distância.

Pretendo fazer uma corrida participativa e não competitiva. Gosto de correr contra o relógio, tentando melhorar minhas marcas, mas desta vez, se concluir o percurso já será uma vitória. Isso não significa que não tenha metas. Se me sentir bem, poderei rever as metas conforme seguinte sequência:
  1. Tentar concluir;
  2. Tentar concluir abaixo de 4:15h (meu pior tempo, obtido na dificílima Maratona das Águas que ocorria no interior de São Paulo).
  3. Tentar concluir abaixo de 4:00h.
Vamos ver no que vai dar!

domingo, agosto 07, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Hoje saí por aí, correndo, meio sem rumo, sem direção, sem muita motivação, meio que no piloto automático, como se meu prazer fosse hoje meu dever.

Gosto de correr, de sentir o coração a ditar-me o ritmo e confiar nas pernas que tocam o solo com vigor, disposição e convicção, impulsionando-me sempre para frente. Correr é entregar-me ao prazer!

E como é bom sentir prazer naquilo que estamos fazendo. Nem sempre é isso possível. Às vezes fazemos o que deve ser feito. Temos compromissos, obrigações, deveres e agimos com responsabilidade. Mas a vida às vezes nos presenteia com espaço e tempo para serem dedicados àquilo que nos apraz, que não tem preço e que nos faz sentir realmente vivos. Gosto de correr porque assim me sinto cheio de vida!

Então, troco de roupa, calço o tênis e saio por aí, correndo, enquanto a magia acontece: preocupações se dissipam, ansiedades desvanecem, temores se desfazem, pensamentos desaparecem. A cabeça fica vazia... Enquanto corro, parece-me que o tempo pára e o espaço se contrai. Os quilômetros vão sendo transpostos, embalados em doce euforia produzida pela endorfina que transpira em cada poro. Corredor e corrida se confundem e se fundem em uma mesma emoção.

Mas hoje, ao correr, o milagre parecia relutar-se a ocorrer. E eu corria meio desligado. Um, dois, três quilômetros e nada. Eu apenas corria... Quatro, cinco, seis... e só aí comecei a pensar em correr, mas, à essa altura, já não estava com muito "gás" para seguir adiante, então percebi que hoje não era o meu dia. Às vezes isso acontece...

E assim, após dez quilômetros rodados, resolvi dar descanso ao corpo e desligar as pernas.
sexta-feira, agosto 05, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Em uma rara passada pelo Facebook, encontrei três citações interessantes na página de uma amiga e ex-colega de trabalho, as quais reproduzo abaixo:

1. "É melhor uma verdade que dói do que uma mentira que conforta"

2. "Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam"

3. "Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um feito, mas um hábito"
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