segunda-feira, dezembro 05, 2011 | Autor: Ebenézer Teles Borges
Recentemente me entretive com a leitura do livro "Alex no País dos Números". O autor, que faz de si um personagem, leva-nos em viagem pelo mundo resgatando história e instrumentos ligados ao universo da matemática. A leitura é, em sua maior parte, agradável e leve, chegando a apresentar pitadas de bom humor em algumas passagens.

Fato interessante que convida à reflexão está relacionado aos índios mundurucus que habitam a Amazônia brasileira e que desconhecem números acima de cinco (entendam que essa é uma tribo que alcançou certo grau de sofisticação, já que há outras na própria região amazônica cuja contagem não vai além do "um", "dois" e "muitos"). Os mundurucus não contam o tempo. Tal ideia não faz sentido para eles, assim como também não faz sentido dizer "eu tenho seis filhos". Seis? O que é isso? Pra que serve? Para que contar? Que diferença faz?

Para nós que vivemos esta realidade impregnada de números e cálculos na qual até os segundos são contados, é difícil acreditar na existência de contextos semelhantes aos dos mundurucus nos quais a pressa não existe e a vida ainda flui em consonância com o ritmo imposto pela natureza!
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1 comentários:

On 6 de dezembro de 2011 17:02 , Enéias Teles Borges disse...

Muito interessante. Não se esqueça de deixar comigo para leitura e pegar muitos que tenho para sua leitura de férias.

 
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